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BRASIL, Sul, SANTO ANTONIO DA PATRULHA, Vila das Palmeiras, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese
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Dalto
 


Sempre fui apaixonado por música. Acho até que gostava de música desde o ventre de minha mãe, pois um certo dia estava ouvindo uma canção muito antiga e minha mãe me falou que tinha uma forte lembrança daquela canção da época em que eu estava para nascer.
Cresci ouvindo músicas de diversos estilos. Entre as pessoas simples geralmente se ouvia rádio AM, onde durante as programações tocava de Teixeirinha a Raul Seixas sem nenhum pré-conceito, da mesma maneira que a gente ouvia e curtia.
Lembro que nos finais de semana meu pai reunia os amigos lá em casa para tocarem violão, e isso me entusiasmava muito e foi o que me fez querer aprender a tocar também.
Com a adolescência, vieram os compromissos maiores com estudo e trabalho, finais de semana mais dedicados a namorar, sair com os amigos, e o violão foi ficando num canto. Apesar de sempre estar insistindo na carreira, isso nunca foi prioridade.
Em 1998 quando conheci a RCC descobri porque ainda não havia chegado a lugar nenhum com minha música. Deus me deu um dom maravilhoso e eu não soubera entender até então o por que daquele dom, o porque daquele amor pela música, pelos acordes, pelo instrumento. Tudo eram ferramentas para serem usadas a serviços do Reino.
Logo em seguida entrei para o ministério de música, no nosso grupo tinha apenas um ministro, o Duda que se demonstrou muito feliz com a parceria. De lá pra cá são 12 anos ministrando juntos. Já passei pelo teclado, pela guitarra, contra-baixo, violão... Alguns irmãos já passaram pelo ministério e acabaram saindo, eu mesmo, devido a intempéries da vida e outras vezes por motivo de trabalho andei ficando fora por algum tempo.
Mas vendo hoje nosso ministério com o Israel cantando, o Reginaldo na bateria, o Éder na guitarra, o duda conduzindo, cantando e tocando seu violão e eu desta vez no contra-baixo, sinto cada vez mais vontade de rezar pela unção desse projeto, e pedir a Deus que nos dê unidade, cada vez mais.
Agora entendo o quanto é importante "fazer parte" de algo que transcende os nossos desejos e sonhos. É muito bom ter a humildade de um "dedo mínimo" que executa sua tarefa sem se importa se é a cabeça ou são os olhos os membros mais importantes do corpo.
E esta é a reflexão da palavra que o Senhor suscitou em mim hoje após minha oração matinal. Aquele que se fizer pequeno será grande para Deus.

 



Escrito por Dalto às 16h02
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Hoje fiz algo que raramente faço, mas que deveria fazer mais seguidamente. Logo cedo, após a minha oração da manhã, saí na frente da casa, olhei para o céu, olhei para tudo em volta e me dei conta de que vivo em um pequeno paraíso. É um lugar muito lindo, os montes cobertos de verde, as árvores balançado ao sabor do vendo como se tivessem vários braços acenando para mim. Tudo isso contrastando com as casas construídas na encosta dos montes, casas simples, não muito próximas uma da outra, todas rodeadas pelo verde, pela vida, pela natureza que é dom de Deus. Em algumas delas, logo de manhã cedinho já se vê a fumaça do fogão a lenha saindo pelo "papagaio" da chaminé, o que me traz de volta à realidade do frio que  faz por aqui no inverno.
A beleza escondida e ao mesmo tempo explícita na simplicidade dos montes, das árvores, das casas, da fumaça das chaminés, das pessoas que se abrigam, se aquecem e aquecem seus corações por vezes esquecendo dos seus maiores problemas e nem lembrando que o mundo anda assim tão complicado, tudo isso me leva a agradecer a Deus por nos proporcionar momentos tão mágicos na solidão da companhia dEle.



Escrito por Dalto às 14h59
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Hoje, durante minha oração da manhã, me senti muito tocado em partilhar com o máximo de pessoas possível, a meditação do evangelho.

A palavra está no evangelho de Mt. Cap.19, Ver.16-30

Um jovem muito rico chega em Jesus e pergunta o que deve fazer para entrar no Reino dos Céus. Jesus responde que ele
deve obsersar os mandamentos da lei de Moisés, ao que ele responde que sempre o fez desde criança. E Jesus sente um amor
muito grande por este jovem por saber da sinceridade do seu coração, e também pela ingenuidade e talvez até ignorância
dele em relação as coisas de Deus. Ora, este jovem era uma pessoa boa, que não fazia o mal a ninguém,  guardava domingos
e festas, nunca matou nem roubou, sempre honrou pai e mãe, não pecou contra a castidade e não era adúltero, nunca cobiçou
a mulher do próximo e não era invejoso nem mentiroso. Sim, nove mandamentos da lei de Deus ele sempre obedeceu à risca, mas
e o primeiro mandamento? "Amar a Deus sobre todas as coisas."???
A partir daí podemos começar nossa reflexão.
Deus nos criou para adorá-lo, para louvá-lo, porque Ele é o único que é digno de louvor e adoração. Ele é grande e poderoso,
mas acima de tudo é misericórdia e amor infinitos. Ele é nosso pai de amor, que criou o mundo, nos criou e nos deu de presente
o mundo para que vivamos felizes. Mas em contrapartida ele nos exige que sejamos fiéis à sua palavra e ao seu amor, que
assumamos que somos realmente imagem e semelhança dEle.
Amar a Deus sobre todas as coisas significa amar ao Deus que está presente em cada ser humano (Jo 4,20-21), independente da posição
social, da cor, da origem ou de qualquer outra diversidade. Amar a Deus sobre todas as coisas significa colocar em primeiro
lugar a vontade de ver as pessoas felizes, contribuindo assim para a realização do projeto de Deus para cada ser humano.
O que aconteceu com o jovem do evangelho? Mesmo sendo quase um "santo", ele não conseguiu ter o desapego necessário para
fazer esta experiência de amor. Vender tudo o que tem e doar aos pobres não é tarefa fácil, ainda mais em um mundo tão
competitivo e consumista como o de hoje. Mas neste caso Jesus foi radical, mas principalmente por conhecer a radicalidade
do apego que este jovem tinha aos bens materiais. Como Ele mesmo nos disse (Mt 6,21) "onde está o teu tesouro, está aí o teu coração",
e o tesouro daquele jovem estava na riqueza de bens materiais, enquanto na realidade, o maior tesouro da humanidade é o
amor de Deus e o amor dos irmãos.
Atualmente Jesus pode nos pedir sim, que vendamos tudo o que temos e demos o dinheiro aos pobres, uma vez que ele veja
que o nosso coração está nas coisas do mundo, nas coisas que passam. Não é que Ele queira que sejamos miseráveis
desprovidos de qualquer coisa, muito pelo contrário, Ele quer que vivamos bem, felizes e com conforto, porém, de que
vale o homem ganhar tudo na vida e perder sua alma? Mc (8,36)
Portanto amados, é necessário que passemos a refletir a questão: "Em quem ou em que estamos colocando a nossa confiança?"
Paz e Bem, que Deus seja louvado!

 



Escrito por Dalto às 14h43
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Como é bom estar entre as pessoas que fizeram parte de nossa infância e que farão parte de nossa vida para sempre.
E bom também é rever as pessoas que vimos nascer ou quando eram crianças, hoje jovens, adultos, realizando seus sonhos e dando seguimento ao projeto de Deus.
Neste final de semana estive na localidade onde meus pais nasceram e foram criados, e onde começaram uma história que resultou em nossa família. Neste lugar também, foi onde passamos uma parte de nossa infância e pré-adolescência, e creio que foi fator determinante para formação de nossa personalidade e caráter.
Acontece lá, todo ano, no final de semana mais próximo ao dia 13 de maio, a Festa em louvor a Nossa Senhora de Fátima. É uma comemoração no estilos das antigas "quermesses", com missa pela manhã, depois procissão, logo após almoço no salão paroquial com churrasco e saladas, leilão de objetos doados pelos paroquianos, escolha dos festeiros do próximo ano e um bailinho até a noite.
Pela graça de Deus e pelo amor de Nossa Senhora, eu pude estar lá com minha esposa e meus filhos neste final de semana. Lá estavam meus pais, um dos meus irmãos e sua família, meus dindos de batismo e tantas outras pessoas a quem eu quero muito bem.
Também pela graça de Deus e pelo amor de Nossa Senhora, pude tocar na missa, ajudar a embelezar aquela celebração tão linda realizada pelo Padre Éder Mattos.
E por falar no padre Éder, eu conheci-o antes de se tornar padre, no tempo em que ele era seminarista, mas sempre uma pessoa cheia do Espírito Santo, sempre ligado à RCC, e hoje um grande padre, pároco da cidade da minha infância, e uma pessoa de quem eu gosto muito, além de ser praticamente um santo dos nossos tempos. E como é bom poder olhar nos olhos de uma pessoa assim e dizer o quanto a gente gosta dela.
Conheci também o Max, secretário paroquial, e descobri que temos raízes familiares em comum, uma vez que minha avó materna era irmã do avô paterno dele, foi outro presente de Deus para mim.
Bom, foi um final de semana ótimo, mesmo que tenha tido alguns probleminhas com meu carro que não quis me trazer de volto e precisei deixar lá pra buscar depois, mas louvo a Deus por tudo isso... pelos reencontros, pelos meus dindos, meus primos e amigos, pelo grupo de liturgia que animou a missa, pelo Max e sua família, pelo padre Éder que me acenou com uma possível missão dentro de sua paróquia.
Eis-me aqui Senhor, me indica onde queres que eu vá e eu irei.



Escrito por Dalto às 10h07
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Hoje acordei pensando: "porque não escrevi mais em meu blog?"

Naquele instante da manhã entre dormir e acordar fiquei pensando sobre tanta coisa de minha vida e minha história que registrei aqui por um período, e que, num momento de coragem, apaguei tudo de uma vez, e desde então, não consegui mais postar coisa alguma neste espaço.

Pois bem, ainda meio "chapado" pelo sono, me veio a lembrança uma história de Santo Agostinho, santo e doutor da igreja católica, mas acima de tudo um grande homem, um homem que tomou uma grande decisão na vida e a partir daí tornou-se uma nova criatura.

Agostinho conta em seus escritos que foi uma espécie de boêmio, sempre com muitas mulheres, muito sexo, bebedeiras e coisas assim.
Logo após a sua conversão à Jesus Cristo, ele abandonou todas essas coisas mundanas, e em nova criatura se transformou, como diz a própria palavra "conversão". Certo dia, andando pela rua ouviu uma mulher chamando por seu nome, e acelerou o passo para que ela não o alcançasse. Mas ela insistiu e correu atrás dele até alcançá-lo e disse: "Agostinho, sou eu, aquela, lembra? Aquela..."; Foi as essas palavras que ele respondeu: "Sim, mas acho que você não entendeu que eu não sou mais aquele."

Bom, eu entendi o por que de ter excluído as mensagens antigas e não ter mais postado nada em meu blog... é porque realmente e graças a Deus eu não sou mais o mesmo de antes, e o passado ficou enterrado em tudo aquilo que hoje sou. O que foi aprendizado jamais esquecerei, e o que me fez mal ou fez mal para alguém, hoje está amarrado em nome de Jesus.



Escrito por Dalto às 10h52
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